SINPOL RIBEIRÃO PRETO

A POLÍCIA CIVIL DE SP ESTÁ DE LUTO

Ao contrário de diversos serviços públicos, a Polícia Civil não parou de trabalhar nenhum dia, não fechou suas portas à população em nenhum momento e não deixou de socorrer quem buscou atendimento.

Tivemos que enfrentar as dúvidas, medos e perdas desta pandemia sem esmorecer, sem nos abater, sem poder nos mantermos distantes e seguros em nossas casas, pelo contrário.

Desde o início da pandemia, continuamos a lidar com ambientes insalubres. Atendemos partes, vítimas e bandidos, diuturnamente, em condições onde nem sempre as medidas de higiene e distanciamento social são possíveis e efetivas por motivos óbvios e inerentes às nossas funções. Mas, seguimos.

Engolimos o medo e seguimos lutando. Porém, estamos adoecendo. Os afastamentos por Covid-19 estão cada dia mais frequentes e os casos mais graves não são raridade nas Delegacias do Estado de São Paulo.

Na realidade, estamos levando doenças para nossas casas. Por maior que sejam nossos cuidados, não temos condições de nos isolar completamente de nossos familiares, que conosco coabitam. E, o coronavirus e sua transmissão ainda são uma incógnita para a ciência, motivo pelo qual, nossos familiares também estão sofrendo e morrendo por causa da nossa necessidade de prestar um serviço essencial à população. Porém, estamos morrendo.

Apesar da nossa vontade e força, não somos super heróis e heroínas. Somos seres humanos que precisam engolir o luto cada vez mais frequente na perda de colegas de trabalho e familiares, engolir nossas fragilidades e prosseguir independente de qualquer coisa e ainda assim, POLICIAIS NÃO SÃO PRIORIDADE NO PLANO DE VACINAÇÃO.

O plano nacional de vacinação do governo federal, prevê a vacinação dos PRESOS antes das policias CIVIL E MILITAR!!! Não que não devam ser vacinados, mas antes de quem está no “front” e levando doença para suas casas por causa do trabalho???

As Polícias Civil e Militar estão na linha de frente e precisam ser prioridade na vacinação para continuar a trabalhar. Contamos com a população para que essa mensagem chegue aos nossos políticos, mesmo por que, ela própria está sujeita a contaminações ao dirigirem-se a uma delegacia de polícia.  Precisamos que os governantes priorizem a continuidade da prestação de serviço da Segurança Pública e a vida destes homens, mulheres e suas famílias. Nossas vidas importam menos do que à vida dos infratores presos? Estamos menos vulneráveis e expostos a essa doença?

A diretoria (texto enviado pela segunda secretária – Daniela Rosas)

 

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