SINPOL RIBEIRÃO PRETO

Com truculência e sem diálogo

Governo manda PM impedir passagem de manifestantes

O governo do Estado de São Paulo mostrou, mais uma vez, que não tem a menor condição de dialogar. Na manifestação realizada no dia 27 de outubro, que reuniu policiais civis e representantes de associações de policiais militares, por ordem do Palácio dos Bandeirantes, a Tropa de Choque da Polícia Militar impediu a chegada dos manifestantes ao Palácio dos Bandeirantes.

“Bloquearam todas as passagens. Ficamos sitiados no local da concentração da manifestação. Não tivemos como sair de lá, pois todos os acessos estavam bloqueados por policiais militares. Isso demonstra a tirania e a falta de respeito de Doria e seus pares, pois queríamos ser recebidos por algum membro da equipe de governo para entregar as reivindicações. Doria tentou nos ‘varrer para debaixo do tapete’, mais uma vez tratando o policial civil e militar com desprezo”, disparou o presidente do Sinpol, Célio Antônio Santiago.

A diretoria do Sinpol conseguiu reunir uma delegação com cerca de 30 pessoas, que se dirigiram para a capital em uma van fretada e em veículos particulares, juntando-se aos demais manifestantes de todos os pontos do Estado e da Capital. A concentração do ato contra Doria ocorreu na Praça Roberto Gomes Pedrosa, em frente ao Estádio do Morumbi, às 15h00.

Participaram do ato deputados ligados à Polícia Militar, como o deputado estadual Major Meca (PSL) e o deputado federal Coronel Tadeu (PSL). Tanto o governador João Doria, quanto o vice governador Rodrigo Garcia, ambos pré-candidatos, respectivamente a presidente e governador de São Paulo, estavam viajando.

Neste caso, quem estava no comando era o presidente da ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), deputado Carlão Pignatari (PSDB), que se recusou a receber os manifestantes e determinou a repressão ostensiva ao protesto.

Apesar de não conseguirem chegar ao Palácio dos Bandeirantes, os manifestantes fizeram o ato no local da concentração. Vários cartazes exibiam o lema do protesto: “Pior Salário Do Brasil”, numa alusão à sigla do partido que há 26 anos está à frente do Estado, o PSDB.

“Esse governador é o pior de todos os que estiveram lá pelo PSDB. Um verdadeiro tirano. E mentiroso da pior espécie, pois prometeu, em campanha, fazer da Polícia de São Paulo a mais bem remunerada entre todos os estados e o Distrito Federal. Na verdade, fez o oposto. Piorou o que já estava péssimo”, lamentou Célio.

O presidente do Sinpol acredita que os policiais civis tiveram uma perda real superior a 50% em seu poder aquisitivo. “Não temos reajuste há mais de 10 anos. Tivemos apenas duas míseras reposições, verdadeiras esmolas. Alckmin, em seus quatro anos, deu apenas 4%. Já o tirano Doria, em 2019, concedeu apenas 5%. Neste período, o acumulado calculado pelo IBGE ultrapassa 35%. E nos 10 anos, supera 60%. Ou seja, estamos perdendo o pouco que temos. Não vamos parar enquanto não recebermos uma merecida valorização deste mentiroso, que agora quer ser candidato à presidência da República”.

Ao final, os organizadores do ato, entre eles o Sinpol, definiram um novo ato na ALESP, no dia 10 de novembro. “Exigimos melhores salários, plano de carreira e reconhecimento, além da contratação de mais policiais civis, para suprir a enorme lacuna da Instituição”, conclui Célio.

 

Delegação do Sinpol que participou da manifestação em SP (Foto Adalberto Luque/Sinpol)
Policiais manifestantes ficaram ilhados e não conseguiram prosseguir (Foto G1.com)
Pior Salário do Brasil, numa alusão à sigla do PSDB, partido de Doria (Foto G1.,com)
PM barrou o avanço da manifestação, numa ação considerada truculenta pelos manifestantes (Foto: ADPESP)
Manifestantes impedidos de Prosseguir (Foto: Sinpol)

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